Zeca e Vander denunciam pulverização aérea irregular na região de Glória de Dourados

MPE 2Nesta segunda-feira (17), os deputados federais Zeca do PT e Vander Loubet estiveram na promotoria do Meio Ambiente para denunciar a pulverização irregular de agrotóxicos na região de Glória de Dourados, que está prejudicando os produtores de bicho-da-seda.

O promotor estadual de Meio Ambiente, Dr Luciano Loubet recebeu os deputados e membros da Cresol-MS, representados por seu presidente Olácio Kamori, que levaram as informações do desastre ambiental e econômico causado pela pulverização irregular de veneno, que alcança além das lavouras de soja e cana pequenas propriedades agrícolas, contaminando folhas de amora, que servem como alimento para a produção sericultura, atividade desenvolvido há 40 anos na região, que engloba também os municípios de Novo Horizonte do Sul, Ivinhema e Deodápolis.

Estudos feitos em laboratórios constataram dois tipos de venenos utilizados na pulverização de lavouras de cana-de-açúcar, muito comum na região. Em 2016 o impacto desta prática irregular matou mais de 100 mil bichos da seda dos 35 pequenos sericultores só de Glória de Dourados.

“É preciso que o Ministério Público haja com rigor para quem descumprir a legislação e que eles sejam punidos efetivamente”, defendeu Zeca do PT.
Agrotóxicos
No seminário “Os impactos dos agrotóxicos na sociedade: saúde, trabalho e meio ambiente”, realizado em 2015 foi proposto uma legislação mais rígida contra esse tipo de situação, que é um crime contra natureza e contra os pequenos produtores, que são desrespeitados pelos grandes latifundiários da soja e da cana-de-açúcar.

De acordo com Ministério Público, atualmente a legislação federal sobre o tema (Instrução Normativa n° 2, de 2008, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA) tem como limite apenas 500 metros de distância de povoações, cidades, vilas ou mananciais de água para pulverização aérea de determinada área. Mas há Estados em que a exigência mínima é de 10 quilômetros ou de acordo com classificação do veneno.

Em Mato Grosso do Sul, segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícolas – SINDAG, existem 100 aviões cadastrados por 16 empresas e outras 57 aeronaves privadas.