Governo federal prioriza latifúndio, e veta ajuda à agricultura familiar.

Mesmo com aprovação renegociação da dívida na área da Agricultura Familiar pelo Congresso Nacional, conquistada após ampla articulação em Brasília, inclusive com o trabalho atuante do deputado estadual João Grandão junto à bancada federal. Ao sancionar a Lei 13.606/18, o presidente Michel Temer fez uma série de vetos, entre eles a renegociação dos débitos no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

João Grandão e a bancada do partido dos trabalhadores, especialmente o deputado Zeca do PT, interferiram de forma positiva para que os agricultores familiares pudessem renegociar suas dívidas. Para o parlamentar, o veto é uma afronta e “um descaso aos agricultores familiares e assentados da Reforma Agrária”, criticou.

Mais uma vez, o governo de Temer demonstra preferência pelo agronegócio e o latifúndio e despreza o setor da agricultura familiar. Para os grandes produtores, por exemplo, foram oferecidos significativos descontos e ainda bonificação para o abate de dívidas de operações de crédito rural. Também houve criação de Programa de Regulação Tributária para as dívidas do Funrural.

Por causa do veto, os pequenos agricultores não poderão regularizar suas pendências com os agentes bancários referentes aos empréstimos tomados via Pronaf. Se a renegociação das dívidas não fosse vetada, o setor de agricultura familiar teria fôlego para investir na produção de alimentos. Cabe lembrar, que a maioria da comida que vai à mesa do brasileiro, vem dos pequenos agricultores.

O deputado João Grandão, defensor legítimo da agricultura familiar, lamenta as perdas no setor, e informa que atuará com a bancada federal do Partido dos Trabalhadores, para promover o debate com o governo federal. “A intenção é criar condições para que os agricultores familiares possam renegociar suas dívidas e, assim, contar com mais oportunidades e garantia de sobrevivência no campo, por meio da geração de renda e trabalho e da produção de alimentos saudáveis que abastecem a população brasileira”, declarou.